domingo, 10 de janeiro de 2010
Singela Homenagem ao meu Pai
Meu pai foi um pai muito próximo na nossa adolescência. Ele sempre estava conosco, fazendo seu papel principal de motorista, hehehe. Hoje como mãe eu o admiro mais ainda. E hoje ele vive em meu coração, seus ensinamentos estão tão presentes no meu dia a dia que é impossível não se lembrar da figura dele. Hoje, estávamos conversando sobre as pessoas que não tomam cuidado com o objeto emprestado. Em especial, um filho de um amigo nosso que não cuida do carro do pai quando está usando. E me lembrei do meu pai. Meu pai sempre nos ensinou a tomar cuidado com o objeto emprestado, mas muito mais cuidado com a confiança depositada em nós quando alguém nos empresta algo. No caso de quebrarmos o objeto repô-lo é obrigação, mas como reconquistar a confiança da pessoa que nos emprestou? Por isso quando em posse de algo emprestado, não importa o bem ou o valor, importa que o dono nos confiou seu objeto. Meu pai morreu de câncer no pulmão há mais ou menos 12 anos. Em seus últimos meses de vida, vários amigos meus e de meu irmão montaram uma força tarefa linda e maravilhosa para nos ajudar a lhe dar um pouco de qualidade de vida. Dividiam conosco os afazeres rotineiros de um doente em fase terminal. E traziam livros, em geral de auto ajuda, com mensagens reconfortantes para meu pai. Após sua morte, a cada um que fui devolvendo o livro e agradecendo, eles me respondiam com os olhos cheios de água: "- Só o seu pai para encapar o livro." Até em seus últimos momentos ele viveu aquilo que acreditava. A gratidão de usar com zelo aquilo que lhe fora emprestado. Muito Amor, pai!
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